Todos os domingos, quando repetimos o Credo, afirmamos em nossa fé sobre Jesus Cristo: subiu aos céus. Na verdade, no coração dos antigos cristãos, quer os do Novo testamento, quer os da Igreja Antiga, estava a idéia de que Nosso Senhor elevou-Se ao trono divinal, assentando-Se à direita do Pai, Todo-Poderoso.
Até os tempos de Galileu Galilei, era convicção certa de que o mundo era feito em “andares”, em cujo topo estava o céu e, neste lugar acima de todos, estava o trono divino. Seria injusto, bem como intelectualmente desonesto, esperar que os antigos tivessem um conhecimento que Deus só permitiu ser conhecido muitos séculos depois. Por isso, desdenhar de uma fé que se fez segundo os conhecimentos daquela época é, no mínimo, bancar um tolo.
Assim, para nós, que afirmamos a fé do Credo, não seremos escusados, se continuarmos a acreditar que ainda existe um “lá em cima” e um “lá em baixo”. O conhecimento humano acumulado no tempo, feito de estudo e pesquisa, é uma dádiva divina que não se pode desprezar e muito menos negar.
Porém, como fica a afirmação de que Cristo “subiu” ao céu? Ora, permanece válida e verdadeira, ao entender-se o “céu” não como espaço físico, mas como lugar. Ao reafirmarmos que Ele “subiu aos céus”, confessamos: Ele venceu a morte, está vivo e assentou-se no trono, ao lado do Pai, no mais alto e sublime lugar. Ele subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai, de onde intercede por nós. Ele assentou-se como o grande Rei, o Governador, o Senhor. Ele foi mais do que assunto, Ele foi exaltado aos céus. Afirmar a ascensão é confessar o senhorio de Jesus Cristo.
Mas a fé afirma mais: antes de “subir” Ele “desceu”. Baixou no mais fundo para os que estavam aprisionados. Somente depois, “subiu”, levando cativo consigo o cativeiro. Não há ascensão sem abaixamento. A fé afirma que o Exaltado é o Humilhado. Ele desceu o mais baixo para ascender ao mais alto, levando com Ele todos os que foram abaixados e humilhados. Subir aos céus tem o sentido desta confissão sobre Nosso Senhor que, abaixando-Se elevou-nos.
Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes†
Até os tempos de Galileu Galilei, era convicção certa de que o mundo era feito em “andares”, em cujo topo estava o céu e, neste lugar acima de todos, estava o trono divino. Seria injusto, bem como intelectualmente desonesto, esperar que os antigos tivessem um conhecimento que Deus só permitiu ser conhecido muitos séculos depois. Por isso, desdenhar de uma fé que se fez segundo os conhecimentos daquela época é, no mínimo, bancar um tolo.
Assim, para nós, que afirmamos a fé do Credo, não seremos escusados, se continuarmos a acreditar que ainda existe um “lá em cima” e um “lá em baixo”. O conhecimento humano acumulado no tempo, feito de estudo e pesquisa, é uma dádiva divina que não se pode desprezar e muito menos negar.
Porém, como fica a afirmação de que Cristo “subiu” ao céu? Ora, permanece válida e verdadeira, ao entender-se o “céu” não como espaço físico, mas como lugar. Ao reafirmarmos que Ele “subiu aos céus”, confessamos: Ele venceu a morte, está vivo e assentou-se no trono, ao lado do Pai, no mais alto e sublime lugar. Ele subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai, de onde intercede por nós. Ele assentou-se como o grande Rei, o Governador, o Senhor. Ele foi mais do que assunto, Ele foi exaltado aos céus. Afirmar a ascensão é confessar o senhorio de Jesus Cristo.
Mas a fé afirma mais: antes de “subir” Ele “desceu”. Baixou no mais fundo para os que estavam aprisionados. Somente depois, “subiu”, levando cativo consigo o cativeiro. Não há ascensão sem abaixamento. A fé afirma que o Exaltado é o Humilhado. Ele desceu o mais baixo para ascender ao mais alto, levando com Ele todos os que foram abaixados e humilhados. Subir aos céus tem o sentido desta confissão sobre Nosso Senhor que, abaixando-Se elevou-nos.
Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes†