quarta-feira, 28 de outubro de 2009
ANGLICANOS VÃO PARA ROMA?
Acesse o Link abaixo e veja na íntegra:
http://www.youtube.com/watch?v=0l91ocJSijY
Acesse este vídio e diga a sua opinião.
Um abraço fraterno a todos e todas
Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Notícia Diocesana.
Oremos por essa viagem!
Pelo site e pelas listas diocesanas, estaremos informando a cada dia.
(Rua: Auriflama, nº 3379, próximo da Fatec. Bairro: Eldorado)
TODOS ESTÃO CONVIDADOS - SEJAM BEM VINDOS.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Um pouco sobre C. S. Lewis
Como J.R.R. Tolkien aconselhou Sayer: “Você nunca chegará ao fundo dele”. Mas compreender ou até mesmo concordar com Lewis nunca foram pré-requisitos para gostar dele ou admirá-lo.
Seus livros continuam vendendo extremamente bem (a série As crônicas de Nárnia, por exemplo, está entre os 200 títulos top da Amazon.com) e muitos leitores o consideraram o escritor mais influente em suas vidas.
Um feito e tanto para um homem que por muito tempo desacreditou “a mitologia cristã” e considerava Deus “Meu Inimigo”.
Lewis nasceu em Belfast, na Irlanda, numa família protestante que gostava de ler. “Havia livros no escritório, livros na sala de jantar, livros na chapeleira, livros na grande estante no alto da escada, livros no quarto, livros empilhados até a altura do meu ombro no reservatório de água no sótão, livros de todos os tipos”, Lewis lembrava, e tinha acesso a todos eles.
Em dias chuvosos – e havia muitos no norte da Irlanda – ele tirava muitos volumes das prateleiras e entrava em mundos criados por autores como “Conan Doyle”, “E. Nesbit”, “Mark Twain” e “Henry Wadsworth Longfellow”.
Depois que seu único irmão, Warren, foi mandando para um colégio interno na Inglaterra em 1905, “Jack”, nome adotado por ele mesmo aos 3 anos, tornou-se um recluso. Ele passava mais tempo com os livros em um mundo imaginário de “animais vestidos” e “cavaleiros de armadura”.
A morte de sua mãe, de câncer, em 1908, tornou-o ainda mais introvertido. A morte da Sra. Lewis veio apenas três meses antes do décimo aniversário de “Jack”, e este jovem estava muito abatido pela perda de sua mãe. Além disso, seu pai nunca se recuperou totalmente da morte dela, e os meninos sentiram-se cada vez mais afastados dele; a vida em casa nunca mais foi agradável e satisfatória.
A morte da mãe convenceu o jovem “Jack” de que o Deus que ele encontrava na Bíblia que sua mãe lhe dera não respondia sempre às orações. Esta dúvida inicial, somada a um regime espiritual excessivamente severo e autodirigido e a influência de uma governanta do colégio interno moderadamente ocultista alguns anos depois fizeram Lewis rejeitar o cristianismo e tornar-se ateu declarado.
Lewis entrou em Oxford em 1917, como aluno e, na verdade, nunca saiu. “O lugar ultrapassou meus sonhos mais incríveis”, ele escreveu a seu pai depois de passar seu primeiro dia lá. “Eu nunca vi nada tão lindo”. Apesar de uma interrupção para lutar na Primeira Guerra Mundial (na qual foi ferido pela explosão de uma granada), ele sempre manteve seu lar e amigos em Oxford.
Sua ligação com o lugar era tão forte, que quando ele ensinou em Cambridge, de 1955 a 1963, ele voltava à Oxford nos fins de semana para que pudesse estar perto de lugares familiares e amigos que ele amava.
Em 1919, Lewis publicou seu primeiro livro, uma série de versos líricos sob o pseudônimo de Clive Hamilton. Em 1924, tornou-se instrutor de filosofia na “University College”, e no ano seguinte foi eleito membro do “Magdalen College”, onde ele era instrutor de Língua Inglesa e Literatura. Seu segundo volume de poesia, “Dymer”, também foi publicado sob um pseudônimo.
Conforme Lewis continuou a ler, ele apreciava de modo especial o autor cristão “George MacDonald”. Um volume “Phantastes” desafiou poderosamente seu ateísmo. “O que ele fez de verdade comigo, escreveu Lewis, foi converter, mesmo batizar… minha imaginação.”
Os livros de “G.K. Chesterton” trabalharam da mesma forma, especialmente “The Everlasting Man” [O homem eterno], que levantava sérias questões sobre o materialismo do jovem intelectual.
“Um jovem que deseja permanecer um ateu assumido não pode ser muito cuidadoso com sua leitura”, Lewis escreveu mais tarde em sua autobiografia Surpreendido pela alegria. “Deus é, se posso dizer assim, muito inescrupuloso”.
Enquanto “MacDonald” e “Chesterton” estavam mexendo com os pensamentos de Lewis, seu amigo intimo, “Owen Barfield”, atacava a lógica do ateísmo de Lewis. “Barfield” tinha se convertido do ateísmo para o teísmo, e então, finalmente, ao cristianismo, e ele freqüentemente atormentava Lewis sobre o seu materialismo.
O mesmo fazia “Nevil Coghill”, um brilhante colega estudante e amigo de longa data, que, para a surpresa de Lewis, era “um cristão e um supernaturalista radical”.
Logo depois de entrar para a Faculdade de Inglês em “Magdalen College”, em Oxford, Lewis conheceu mais dois cristãos, “Hugo Dyson” e “J.R.R. Tolkien”. Estes homens tornaram-se amigos íntimos dele. Ele admirava sua lógica e o fato de que eram brilhantes. Logo Lewis percebeu que a maioria dos seus amigos, assim como seus autores favoritos — “MacDonald”, “Chesterton”, “Johnson”, “Spenser” e “Milton” — criam neste cristianismo.
Em 1929 estas estradas se encontraram e Lewis se rendeu, admitindo: “Deus era Deus e ajoelhei e orei”. Em dois anos, o relutante convertido também passou do teísmo para o cristianismo e entrou para a Igreja da Inglaterra.
Quase imediatamente, Lewis tomou uma nova direção, mais notadamente em sua escrita. Os esforços anteriores para ser um poeta foram deixados de lado. O novo cristão devotou seu talento a escrever prosa, que refletia sua fé recém-encontrada. Depois de dois anos de sua conversão, Lewis publicou O regresso do peregrino (1933). Este pequeno volume abriu uma torrente de 30 anos de livros sobre a defesa da fé cristã e discipulado que se tornaram a ocupação de toda sua vida.
Nem todos aprovavam seu novo interesse em apologética. Lewis recebia críticas dos membros do seu círculo mais íntimo de amigos, os “Inklings” (o apelido do grupo de intelectuais e escritores que se encontravam regularmente para trocar idéias). Mesmo amigos íntimos cristãos como “Tolkien” e “Owen Barfield” desaprovavam abertamente a fala e a escrita evangelísticas de Lewis.
De fato, os livros “cristãos” de Lewis causavam tanta desaprovação que mais de uma vez ele perdeu a nomeação para professor em Oxford, com as honras indo para homens com menores reputações. Foi no Magdalene College, na Universidade de Cambridge, que Lewis foi finalmente honrado com uma cadeira em 1955.
Apesar da recepção que tiveram perto de casa, os 25 livros cristãos de Lewis, incluindo Cartas de um diabo ao seu aprendiz (1942), Cristianismo puro e simples (1952), As crônicas de Nárnia (1950-56), O grande abismo (1946), e A abolição do homem (1943), que a “Encyclopedia Britannica” incluiu em sua coleção de Grandes Livros do Mundo, venderam milhões de exemplares.
Embora seus livros tenham lhe dado fama mundial, Lewis era em primeiro lugar um estudioso. Ele continuou a escrever história e crítica literária, tais como “The Allegory of Love” [A alegoria do amor] (1936), considerado um clássico em sua área, e “English Literature in the Sixteenth Century” [Literatura inglesa no século 16] (1954).
Apesar de seus muitos feitos intelectuais, ele se recusou a ser arrogante: “A vida intelectual não é a única estrada para Deus, nem a mais segura, mas sabemos que é uma estrada, e pode ser a que foi apontada para nós. é claro, assim será enquanto mantivermos o impulso puro e desinteressado”.
Lewis teve pelo menos um choque de discordância em sua estrada intelectual: um debate em 1948 com a filósofa britânica “Elizabeth Anscombe”. Anscombe leu um trabalho diante do Oxford “Socratic Club” (um fórum que Lewis dirigiu por muitos anos) no qual ela atacou a recente publicação de Lewis, chamada Milagres, e todo seu argumento contra o naturalismo. Ela venceu naquele dia, e relatos dizem que ele ficou “profundamente perturbado” e “muito triste”.
Ele nunca mais escreveu sobre apologética pura, embora continuasse a comunicar sua fé através da ficção e de outras formas literárias.
Os livros não eram o único meio de compartilhar sua mensagem. Em 1941, o diretor de transmissão religiosa da BBC (que encontrava conforto pessoal através da leitura de O problema do sofrimento) perguntou se Lewis estaria interessado em falar no rádio.
Embora o escritor odiasse rádio, ele reconheceu a oportunidade de alcançar uma audiência maior. O resultado foram sete grupos de conversas, transmitidos entre 1941 e 1944, com títulos como “Right and Wrong: A Clue to the Meaning of the Universe?” [Certo e errado: uma idéia do significado do universo?] e “What Christians Believe” [No que acreditam os cristãos].
As transmissões semanais eram muito populares – justamente o que os britânicos precisavam, pois andavam desencorajados e cansados da tristeza da Segunda Guerra Mundial. Sayer conta: “Eu me lembro de estar num bar cheio de soldados em uma noite de quarta-feira. Às 7h45, o barman ligou o rádio no programa de Lewis. ‘Ouçam este sujeito’, ele gritou, ‘vale realmente a pena ouvi-lo’. E os soldados ouviram com atenção por todos os 15 minutos”.
Além da fama crescente de Lewis como palestrante e um defensor da fé, as conversas na BBC produziram, pelo menos, dois grandes resultados. Um foi o livro Cristianismo puro e simples (1952), uma coleção destes programas, que agora é a segunda obra mais vendida de Lewis. O outro foi um dilúvio de correspondências, incluindo muitas cartas de pessoas que buscam algo no mundo espiritual para quem ele desejava dar uma resposta pessoal e detalhada.
O grande volume de cartas levou-o a buscar a ajuda de seu irmão Warren como secretário, mas não lhe impediu de criar respostas que mostravam a mesma clareza de pensamento e graça literária encontrada em toda a sua obra.
Uma correspondente em particular teve um papel importante na vida de Lewis. Em 1950, ele recebeu uma carta de “Joy Davidman Gresham”, uma nova-iorquina que se tornou cristã lendo O grande abismo e Cartas de um diabo a seu aprendiz. Lewis ficou impressionado com sua escrita e com a mente por trás de tudo e uma correspondência alegre e intensa se seguiu.
Dois anos depois, Joy atravessou o Atlântico para visitar seu mentor espiritual na Inglaterra. Logo depois, seu marido alcoólatra a abandonou para viver com outra mulher e ela se mudou para Londres com seus dois filhos adolescentes, David e Douglas, e, aos poucos, entrou em problemas financeiros. Lewis a ajudou, assumindo as despesas do colégio interno dos meninos e pagando o aluguel de uma casa não muito longe da sua. Entre os dois cresceu uma profunda amizade, para o desgosto de muitos dos amigos de Lewis.
Joy tinha muitos pontos contra ela: era americana, de descendência judia, ex-comunista, 16 anos mais jovem que Lewis, divorciada e pessoalmente abrasiva. Entretanto, ela estimulava a escrita de Lewis, e ele gostava de sua companhia.
Ainda assim, não foi o amor, em primeiro lugar, que os motivou a se casarem em 1956. Joy não conseguiu renovar sua permissão para viver na Inglaterra; sua única chance de ficar no país, então, era casar-se com um inglês. Lewis, galantemente, ofereceu seus préstimos.
Poucos meses depois da cerimônia de casamento civil, algo aconteceu para levantar as emoções de Lewis. Depois de uma queda grave em sua casa, Joy foi diagnosticada com câncer nos ossos. “Desde que ela foi atingida por esta notícia, eu a tenho amado mais”, Lewis escreveu a um amigo.
Os dois se casaram numa cerimônia religiosa, com Joy de cama, e ela se mudou para a casa de Lewis, possivelmente para morrer.
No que pareceu um milagre, sua condição melhorou e ela e Lewis viveram três anos felizes juntos. Como ele escreveu para um amigo logo depois do seu casamento: “é engraçado ter aos 59 anos o tipo de felicidade que a maioria dos homens tem aos 20… ‘Mas você guardou até agora o melhor vinho’”. Uma escritora por seus próprios méritos, sua influência sobre o que “Jack” considerou seu melhor livro, “Till We Have Faces” [Até que tenhamos rostos] (1956), foi tão profunda que ele contou a um amigo próximo que ela foi, na verdade, sua co-autora.
A morte de Joy, em 1960, assim como a de sua mãe, foi para Lewis um duro golpe. O melhor modo que ele conhecia para lutar contra seus sentimentos de luto, raiva e dúvida era escrever um livro. A anatomia de uma dor apareceu em 1961, e veio ao público sob um pseudônimo, porque era algo tão íntimo e pessoal que Lewis não suportaria publicá-lo com seu próprio nome.
Poucos exemplares foram vendidos até que ele foi relançado com o nome verdadeiro do autor, após a sua morte.
No verão e outono de 1963, a saúde de Lewis se deteriorou. Ele morreu enquanto dormia, no dia 22 de novembro: no mesmo dia em que John F. Kennedy foi assassinado. Talvez por causa do choque mundial pela morte do presidente, Lewis quase não foi mencionado nos jornais, e seu funeral teve a participação de sua família e de seus amigos íntimos, incluindo os Inklings.
Lewis pode ter sido enterrado sem alarde, mas seu impacto nos corações e vidas nunca parou de crescer. Nas palavras do líder evangélico John Stott: “Ele era centrado em Cristo, um cristão de tendência da grande tradição, cuja estatura, uma geração após sua morte, parece maior do que qualquer um jamais pensou enquanto ele estava vivo, e cujos escritos cristãos são agora vistos como tendo status de clássico… Eu duvido que alguém tenha conseguido enxergá-lo completamente”.
Ted Olsen, ex editor-assistente da “História Cristã”, agora é editor da “Christianity Today”.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
DOMINGO ESPECIAL NA COMUNIDADE ANGLICANA CARITAS





Nesse domingo (4/7/2009) a Comunidade Caritas esteve reunida em celebração Eucaristia e logo após teve uma deliciosa feijoada feita pela irmã Cíntia especialista nesse cardápio também teve a presença do pastor Dr. Antonio Folquito de Lins, para o lançamento de grandes desafios para esse semestre, tais como:
- Lançamento da reforma do salão de 60 m quadrado que se localizado dentro do espaço da minha residência que irá chamar: “Galpão Anglicano da Fé” com o lema: O justo viverá pela fé ( Rm: 1.17), todavia sua área adjacente chega a 100 m quadrados, já estamos em campanha em busca de doações para atingir essa meta de reforma-lo ainda para a visita de nosso Bispo em outubro, esse espaço será para celebrações e os trabalhos sociais de nossa comunidade.

- O PROJETO SOCIAL ANGLICANO: SEMEANDO A ESPERANÇA é uma extensão da pastoral de capelania que já é feito na Fundação Casa que nessa semana irá fazer dois anos de atividades todas as sextas-feiras à noite naquele local, agora os adolescentes tanto os que estão em liberdade quanto os reclusos, e os que estão em semi-liberdade(como o Daniel acima), terão a oportunidade de fazer um curso profissionalizante de Vendas Direta ao Consumidor: Teórico e Prático de um semestre com uma aula semanal e todos os dias a tarde será dada à parte prática com uma escala de um aluno por vez; pratico esse sistema de vendas há mais de 15 anos com grande sucesso em que aprendi de uma Empresa Americana, inclusive escrevi uma apostila: “COMO VENCI O DESEMPREGO COM VENDAS DIRETA AO CONSUMIDOR”
- PROJETO SOCIAL: REFORÇO ESCOLAR ANGLICANO, DESPERTANDO O GOSTO PELA APRENDIZAGEM.
- Esse projeto será ministrado pela minha esposa, professora Carmen que já é educadora e psicóloga na rede publica do Estado e com uma rica experiência na Educação de mais de 15 anos; os encontros se darão nos sábados à tarde para toda comunidade do bairro e adjacentes, além do que o trabalho será divulgado nas escolas públicas e também haverá um momento de evangelismo(alfabetização pela leitura da Palavra) e também será dado um lanche.
Rev. Fabio
terça-feira, 2 de junho de 2009
DOMINGO DA SS TRINDADE
A doutrina da Santíssima Trindade, elaborada por séculos pela Igreja em seu início, não só nos revela o caráter do Deus cristão, mas o próprio caráter da comunidade que segue e serve o Deus cristão. Ao afirmar que “Eu e o Pai somos”, Jesus declara a Sua unidade com o Pai quanto a vontade, quanto ao realizar, quanto ao amor... porém, no mais fundamental, quanto ao SER.A unicidade trinitária é indivisível e inquebrantável, onde nem mesmo a encarnação do Verbo foi capaz de dividir ou separar. O Pai e o Filho são um somente no SER, mas não na “personalidade”. São pessoas distintas do mesmo Ser. Guardam características diversas, pois são pessoas diferentes, mas sem perder a comunhão fundamental, a essência do ser, mesmo na diversidade de pessoas. Desta mesma natureza é o Espírito Santo: o mesmo SER, o Ser-Divino, mas outra pessoa diferente do Pai e do Filho.
Três pessoas que vivem da fundamental comunhão do mesmo SER. Preservam as diferenças, mas são um só. Por isso não cremos em três deuses (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) Cremos em um só Deus, em três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) que convivem na perfeita e inquebrantável comunhão que produz sua unicidade: Deus Tri-Uno!
A muitos já surpreendeu que, tendo Jesus anunciado a vinda do Reino, o que tenha aparecido
seja a Igreja. Para estes existe uma espécie de descompasso entre o anúncio de Jesus e o surgimento de uma instituição denominada Igreja. A Igreja (especialmente as denominações eclesiásticas), como qualquer outra instituição que esteja no mundo, sofre as mesmas vicissitudes e mazelas que as demais. Ela não é nem melhor e nem pior que outras instituições, p.ex.: a família.Porém, quando dizemos Igreja, não pensamos nas diferentes denominações. Em sentido pleno existe somente uma Igreja: a Igreja de Jesus Cristo. Por isso: Creio na Igreja uma. É sua marca fundamental a singularidade, que se expressa na sua unidade. Dizer Igreja Uma é também, dizer: unida. As diferentes denominações, na verdade, com suas divisões doutrinárias, em nada contribuem para esta unidade.
Onde, então, poderíamos encontrar este unidade? Ora, a unidade da Igreja não está em suas doutrinas particulares, mas em Cristo que morreu pela Igreja. Cristo é o centro da unidade da Igreja e a razão de sua singularidade. Assim, ao confessarmos Jesus como Senhor, confessamos que o Pai e o Espírito estão conosco. Da unidade da Santíssima Trindade nasce a unidade da Igreja.
Todos somos um em Cristo. Todos servimos ao mesmo Senhor. Todos fomos igualmente batizados em Nome da Santíssima Trindade. Todos participamos da mesma missão. Todos encontram-se ligados entre si, pois participam do inquebrantável e indivisível Corpo de Cristo. Isso não quer dizer que a pessoa do fiel se confunda com a de Cristo. Os fiéis formam o “Corpo de Cristo”, de quem somente Ele é o cabeça. Assim, como a unicidade do Pai e do Filho não promove confusão de suas pessoas, assim, também, a nossa unicidade com Cristo não anula a nossa personalidade.
Pois assim como Pai é diferente do Filho e o Filho do Pai e, ambos, de per si são diferentes do Espírito Santo e, apesar das diferenças são um único e verdadeiro Deus. A comunidade que nasce da Trindade faz-se pela junção dos diferentes, unidos uns aos outros pelo amor.A Igreja é uma pela afirmação das diferenças, e não por querer superá-las. A Igreja é uma justamente por juntar em si os dessemelhantes, e não meramente os iguais. Assim, não pode existir Igreja sem amor, única forma capaz de juntas os desiguais, unir os dessemelhantes e criar unidade na diferença e na diversidade.
A unidade dos crentes entre si também não os fez idênticos, como se fossem cópias uniformes. Antes a comunhão fraternal se dá na alteridade, em meio a diferença. O Corpo de Cristo se faz a partir de membros diferentes, sem que isso implique em comprometimento da unidade. Na verdade é a diferença o elemento condicionador da unidade cristã, orgânica e instrumental, e não unifórmica.
A unidade cristã santifica confirma a diferença, condição fundamental para que estejamos unidos; ministérios, dons, funções, cargos, ofícios diferentes se agrupam e se ajuntam formando um todo harmônico e coeso, como numa orquestra sinfônica (onde o som simultâneo e diferente dos vários instrumentos formam a beleza da sinfonia). A unidade do Espírito está no amor de pessoas que são diferentes, harmonizadas nas dessemelhanças pelo diapasão do amor. Comunhão nada tem de confusão, mas participação de um no ser do outro.
Toda unidade da Igreja se fundamenta na unidade do Deus Tri-Uno que servimos. A unicidade de Cristo é o fundamento da Igreja e dos crentes que a formam, é a confissão do Senhorio de Jesus sobre a Igreja que em obediência a Ele, abre mão das diferenças para a vida de comunhão em Cristo Jesus.
domingo, 24 de maio de 2009
ASCENSÃO DO SENHOR
Até os tempos de Galileu Galilei, era convicção certa de que o mundo era feito em “andares”, em cujo topo estava o céu e, neste lugar acima de todos, estava o trono divino. Seria injusto, bem como intelectualmente desonesto, esperar que os antigos tivessem um conhecimento que Deus só permitiu ser conhecido muitos séculos depois. Por isso, desdenhar de uma fé que se fez segundo os conhecimentos daquela época é, no mínimo, bancar um tolo.
Assim, para nós, que afirmamos a fé do Credo, não seremos escusados, se continuarmos a acreditar que ainda existe um “lá em cima” e um “lá em baixo”. O conhecimento humano acumulado no tempo, feito de estudo e pesquisa, é uma dádiva divina que não se pode desprezar e muito menos negar.
Porém, como fica a afirmação de que Cristo “subiu” ao céu? Ora, permanece válida e verdadeira, ao entender-se o “céu” não como espaço físico, mas como lugar. Ao reafirmarmos que Ele “subiu aos céus”, confessamos: Ele venceu a morte, está vivo e assentou-se no trono, ao lado do Pai, no mais alto e sublime lugar. Ele subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai, de onde intercede por nós. Ele assentou-se como o grande Rei, o Governador, o Senhor. Ele foi mais do que assunto, Ele foi exaltado aos céus. Afirmar a ascensão é confessar o senhorio de Jesus Cristo.
Mas a fé afirma mais: antes de “subir” Ele “desceu”. Baixou no mais fundo para os que estavam aprisionados. Somente depois, “subiu”, levando cativo consigo o cativeiro. Não há ascensão sem abaixamento. A fé afirma que o Exaltado é o Humilhado. Ele desceu o mais baixo para ascender ao mais alto, levando com Ele todos os que foram abaixados e humilhados. Subir aos céus tem o sentido desta confissão sobre Nosso Senhor que, abaixando-Se elevou-nos.
Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes†
segunda-feira, 16 de março de 2009
Parabéns São José do Rio Preto

Fundada em 19 de Março de 1852, sua história inicia-se com o desbravamento e a ocupação do solo do sertão paulista em meados do século 19. A partir de 1840, mineiros fixaram-se e deram início à exploração agrícola e a criação de animais domésticos.
Em 1852, Luiz Antônio da Silveira doou parte de suas terras ao seu santo protetor, São José, para que o patrimônio desse origem a uma cidade. A 19 de março de 1852, João Bernardino de Seixas Ribeiro (é o fundador de São José do Rio Preto), que já tinha construído uma casa de sapé nas terras do patrimônio, liderou os moradores das vizinhanças que ergueram um cruzeiro de madeira e edificaram uma pequena capela para as funções religiosas. Em 20 de março de 1855, o então Bairro de Araraquara foi elevado à categoria de Distrito de Paz e de Polícia.
Em 1904 (lei n° 903) é criada a comarca de Rio Preto. A partir de 1906 a cidade tem seu nome reduzido para Rio Preto. Somente em 1945 retoma o nome original de São José do Rio Preto. Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquarense (EFA), em 1912, a cidade assume o seu destino de pólo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido "Sertão de Avanhandava" e de irradiação de materiais vindos da capital.Foram três os líderes que se destacaram na criação do município: Pedro do Amaral Campos, João Bernardino de Seixas Ribeiro e Adolfo Guimarães Correia.
O Aniversário de São José do Rio Preto é comemorado em 19 de Março.
terça-feira, 3 de março de 2009
Sobre o político cristão
“Há homens que lutam um dia. E são bons.
Há homens que lutam muitos dias. E são melhores.
Há os que lutam anos. E são excelentes.
Mas há os que lutam toda a vida. E estes são os imprescindíveis.”
Bertold Brecht
Para você que não me conhece, caro leitor, eu carrego algumas inquietações referentes a fé cristã e a política. Devido ao alto conteúdo ético da mensagem do Reino de Deus, exposto nas páginas da Bíblia e por todos os contornos que a história do cristianismo nos ensina, continuamente me deparo a questionar a respeito do político cristão, ou melhor, do cristão que heroicamente se aventura na política. E quando falo política quero dizer aquela partidária, republicana, aquela que enche de melindres a qualquer um, especialmente ao público evangélico brasileiro.
Desgraçadamente, este público evangélico assimilou em suas origens a concepção de que cristianismo e politica não se encontram. A idéia principal é uma estranha dicotomia, duvidosa sobre todos os aspectos, do secular e do sagrado, um maniqueísmo místico do “nós cuidamos de nossa eternidade e não das coisas deste mundo”. Existem estudos teológicos e sociológicos contemporâneos que versam sobre esta questão, mas deixo para outra ocasião uma explanação mais ampla.
Ocorre que durante a história do cristianismo e especialmente do protestantismo, existiram figuras distintas que, ao invés de seguirem a maré vigente, de se tornarem clérigos ou ministros de igreja, ousaram oferecer suas vidas à causa do Reino de Deus, servindo-O enquanto serviam a todos por meio do cuidado dos assuntos da polis. Bravos homens como Johannes Althusius, William Wilberforce, Abraham Kuyper, Guilhaume Von Pristerer, John Adams, John Witterspoon, entre outros, que se dedicaram ao ofício político, sejam como teóricos ou pragmatas, entendendo que sua vocação era tão sagrada quanto a do ministro que se ergue dominicalmente no púlpito eclesiástico.
Olhando para o quadro brasileiro, não encontro nem um rastro de homens cristãos, evangélicos e protestantes, que se identifiquem como tais e se aventurem corajosamente na empreitada da política. Pessoas que se preparem para gerir aquilo que é público, que faz parte do mandato cultural para a humanidade, dos recursos da natureza, da consolidação de uma sociedade harmoniosa e justa. Conheço muita gente que sonha em ser advogado, médico ou empresário, mas jamais ouvi de alguém, “me preparo para servir ao povo do meu país como parlamentar ou como governador do meu estado”.
Ora, a que se deve este comportamento omisso? A que ponto chegamos - e falo como membro do grupo já citado - em que nos permitimos imiscuir-nos dos negócios públicos, deixando de ser a luz que brilha para iluminar as trevas de um mundo onde campeia a maldade, deixando de ser o sal que transforma não só o mais íntimo da alma, mas também a estrutura injusta e desarmoniosa da sociedade. Não. Não é da nossa pecha e do nosso mandato como cristãos deixarmos a vida comum, especialmente no contexto brasileiro, onde temos uma democracia deficiente e uma república federativa mal-elaborada.
Lembremos, como o semeador que um dia saiu a semear: o cristão deve encorajar-se a fazer uma nova política, seja utilizando as ferramentas da direita ou da esquerda, mas sempre com princípios do Reino de Deus, expressos claramente na Bíblia, na tradição e em uma mente sadia. Sim, o cristão deve sair para politizar!
Para a Glória de Deus.
+Gustavo Abadie
segunda-feira, 2 de março de 2009
PSIU!?! S I L Ê N C I O !!!
Para S. Beckett estamos condenados a falar ininterruptamente um discurso sem sentido, para fugir da inutilidade e da angústia, preenchendo o vazio da vida com ruídos. Como a mulher que tem muitos pássaros engaiolados em casa, a cantar ao mesmo tempo, não lhe permitindo nada ouvir em “Cem Anos de Solidão” de G. G. Marques. Por isso, os três desafortunados personagens de “Entre Quatro Paredes”, de J. P. Sartre, falam o tempo todo e não se entendem: estão destinados a falar e o destino deles é o inferno. O inferno é um indiscriminado e ruidoso encontro de sons sem sentido.O que existe entre o som e o ouvir? O pensamento e a fala?... O silêncio! Mas a ele reservamos um curto momento que não nos permite ouvi-lo. Se o ouvíssemos e lhe déssemos tempo? O que ouviríamos? Não se está falando aqui da palavra caçada, da mordaça, do silêncio imposto. Isso seria a mutilação da palavra. Cortar a língua. Mudez. Censura. Violência conta a palavra. Fazer silêncio é diferente de ser silenciado.
