O Calendário Litúrgico da Igreja divide-se em dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. O centro destes dois ciclos maiores é a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo: no Natal, o Seu advento, nascimento, Sua gloriosa manifestação aos homens; na Páscoa o Seu padecimento, Seu caminho à Cruz, a nossa redenção e a ressurreição.
O Calendário Litúrgico foi sendo montado na história da Igreja: no início, o domingo como dia separado para o encontro do povo de Deus, visto que Jesus apareceu aos discípulos no primeiro dia da semana, depois a Páscoa, mais tarde o Natal. Neste domingo abrimos as comemorações do ciclo pascal do calendário, com a Quaresma. Esta celebração data, com certeza, do terceiro século da era cristã, porém, estudiosos apontam para o segundo século onde encontram traços de sua existência.
A Quaresma é o período de quarenta dias, que antecede à Páscoa. É um tempo de reflexão e preparo, diria mesmo um tempo de contrição e conversão, pois tradicionalmente tem sido um espaço usado para a preparação dos catecúmenos para o batismo. É um tempo de preparação para a fé no Senhor que venceu a morte e ressurgiu vitorioso. É oportunidade de refletir sobre a nossa caminhada cristã, de preparar o coração dos crentes para o mistério da fé no Senhor Ressurreto, encaminhar os aspirantes ao batismo (catecúmenos) nos passos da fé, os contritos por causa de seus pecados, à reconciliação com Deus.
Jesus passou quarenta dias sendo provado no deserto e, também, de modo semelhante, o povo de Deus passou quarenta anos sendo depurado para a entrada na terra da promissão. Elias, Moisés, também passaram uma quarentena de preparação para a missão. A exemplo destes heróis da fé e do objeto de nossa fé, Jesus, a Igreja também se prepara, nestes quarenta dias, para o evento central da nossa fé: A Ressurreição do Senhor Jesus! Evento que nos convoca à realização de nossa missão no mundo!
Ven.Arc.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+
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