segunda-feira, 6 de julho de 2009

DOMINGO ESPECIAL NA COMUNIDADE ANGLICANA CARITAS









Nesse domingo (4/7/2009) a Comunidade Caritas esteve reunida em celebração Eucaristia e logo após teve uma deliciosa feijoada feita pela irmã Cíntia especialista nesse cardápio também teve a presença do pastor Dr. Antonio Folquito de Lins, para o lançamento de grandes desafios para esse semestre, tais como:

  • Lançamento da reforma do salão de 60 m quadrado que se localizado dentro do espaço da minha residência que irá chamar: “Galpão Anglicano da Fé” com o lema: O justo viverá pela fé ( Rm: 1.17), todavia sua área adjacente chega a 100 m quadrados, já estamos em campanha em busca de doações para atingir essa meta de reforma-lo ainda para a visita de nosso Bispo em outubro, esse espaço será para celebrações e os trabalhos sociais de nossa comunidade.

  • O PROJETO SOCIAL ANGLICANO: SEMEANDO A ESPERANÇA é uma extensão da pastoral de capelania que já é feito na Fundação Casa que nessa semana irá fazer dois anos de atividades todas as sextas-feiras à noite naquele local, agora os adolescentes tanto os que estão em liberdade quanto os reclusos, e os que estão em semi-liberdade(como o Daniel acima), terão a oportunidade de fazer um curso profissionalizante de Vendas Direta ao Consumidor: Teórico e Prático de um semestre com uma aula semanal e todos os dias a tarde será dada à parte prática com uma escala de um aluno por vez; pratico esse sistema de vendas há mais de 15 anos com grande sucesso em que aprendi de uma Empresa Americana, inclusive escrevi uma apostila: “COMO VENCI O DESEMPREGO COM VENDAS DIRETA AO CONSUMIDOR”

  • PROJETO SOCIAL: REFORÇO ESCOLAR ANGLICANO, DESPERTANDO O GOSTO PELA APRENDIZAGEM.
  • Esse projeto será ministrado pela minha esposa, professora Carmen que já é educadora e psicóloga na rede publica do Estado e com uma rica experiência na Educação de mais de 15 anos; os encontros se darão nos sábados à tarde para toda comunidade do bairro e adjacentes, além do que o trabalho será divulgado nas escolas públicas e também haverá um momento de evangelismo(alfabetização pela leitura da Palavra) e também será dado um lanche.

Rev. Fabio

terça-feira, 2 de junho de 2009

DOMINGO DA SS TRINDADE

A doutrina da Santíssima Trindade, elaborada por séculos pela Igreja em seu início, não só nos revela o caráter do Deus cristão, mas o próprio caráter da comunidade que segue e serve o Deus cristão. Ao afirmar que “Eu e o Pai somos”, Jesus declara a Sua unidade com o Pai quanto a vontade, quanto ao realizar, quanto ao amor... porém, no mais fundamental, quanto ao SER.

A unicidade trinitária é indivisível e inquebrantável, onde nem mesmo a encarnação do Verbo foi capaz de dividir ou separar. O Pai e o Filho são um somente no SER, mas não na “personalidade”. São pessoas distintas do mesmo Ser. Guardam características diversas, pois são pessoas diferentes, mas sem perder a comunhão fundamental, a essência do ser, mesmo na diversidade de pessoas. Desta mesma natureza é o Espírito Santo: o mesmo SER, o Ser-Divino, mas outra pessoa diferente do Pai e do Filho.

Três pessoas que vivem da fundamental comunhão do mesmo SER. Preservam as diferenças, mas são um só. Por isso não cremos em três deuses (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) Cremos em um só Deus, em três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) que convivem na perfeita e inquebrantável comunhão que produz sua unicidade: Deus Tri-Uno!

A muitos já surpreendeu que, tendo Jesus anunciado a vinda do Reino, o que tenha aparecido seja a Igreja. Para estes existe uma espécie de descompasso entre o anúncio de Jesus e o surgimento de uma instituição denominada Igreja. A Igreja (especialmente as denominações eclesiásticas), como qualquer outra instituição que esteja no mundo, sofre as mesmas vicissitudes e mazelas que as demais. Ela não é nem melhor e nem pior que outras instituições, p.ex.: a família.

Porém, quando dizemos Igreja, não pensamos nas diferentes denominações. Em sentido pleno existe somente uma Igreja: a Igreja de Jesus Cristo. Por isso: Creio na Igreja uma. É sua marca fundamental a singularidade, que se expressa na sua unidade. Dizer Igreja Uma é também, dizer: unida. As diferentes denominações, na verdade, com suas divisões doutrinárias, em nada contribuem para esta unidade.

Onde, então, poderíamos encontrar este unidade? Ora, a unidade da Igreja não está em suas doutrinas particulares, mas em Cristo que morreu pela Igreja. Cristo é o centro da unidade da Igreja e a razão de sua singularidade. Assim, ao confessarmos Jesus como Senhor, confessamos que o Pai e o Espírito estão conosco. Da unidade da Santíssima Trindade nasce a unidade da Igreja.

Todos somos um em Cristo. Todos servimos ao mesmo Senhor. Todos fomos igualmente batizados em Nome da Santíssima Trindade. Todos participamos da mesma missão. Todos encontram-se ligados entre si, pois participam do inquebrantável e indivisível Corpo de Cristo. Isso não quer dizer que a pessoa do fiel se confunda com a de Cristo. Os fiéis formam o “Corpo de Cristo”, de quem somente Ele é o cabeça. Assim, como a unicidade do Pai e do Filho não promove confusão de suas pessoas, assim, também, a nossa unicidade com Cristo não anula a nossa personalidade.

Pois assim como Pai é diferente do Filho e o Filho do Pai e, ambos, de per si são diferentes do Espírito Santo e, apesar das diferenças são um único e verdadeiro Deus. A comunidade que nasce da Trindade faz-se pela junção dos diferentes, unidos uns aos outros pelo amor.

A Igreja é uma pela afirmação das diferenças, e não por querer superá-las. A Igreja é uma justamente por juntar em si os dessemelhantes, e não meramente os iguais. Assim, não pode existir Igreja sem amor, única forma capaz de juntas os desiguais, unir os dessemelhantes e criar unidade na diferença e na diversidade.

A unidade dos crentes entre si também não os fez idênticos, como se fossem cópias uniformes. Antes a comunhão fraternal se dá na alteridade, em meio a diferença. O Corpo de Cristo se faz a partir de membros diferentes, sem que isso implique em comprometimento da unidade. Na verdade é a diferença o elemento condicionador da unidade cristã, orgânica e instrumental, e não unifórmica.

A unidade cristã santifica confirma a diferença, condição fundamental para que estejamos unidos; ministérios, dons, funções, cargos, ofícios diferentes se agrupam e se ajuntam formando um todo harmônico e coeso, como numa orquestra sinfônica (onde o som simultâneo e diferente dos vários instrumentos formam a beleza da sinfonia). A unidade do Espírito está no amor de pessoas que são diferentes, harmonizadas nas dessemelhanças pelo diapasão do amor. Comunhão nada tem de confusão, mas participação de um no ser do outro.

Toda unidade da Igreja se fundamenta na unidade do Deus Tri-Uno que servimos. A unicidade de Cristo é o fundamento da Igreja e dos crentes que a formam, é a confissão do Senhorio de Jesus sobre a Igreja que em obediência a Ele, abre mão das diferenças para a vida de comunhão em Cristo Jesus.
Ven.Arc.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+

domingo, 24 de maio de 2009

ASCENSÃO DO SENHOR


Todos os domingos, quando repetimos o Credo, afirmamos em nossa fé sobre Jesus Cristo: subiu aos céus. Na verdade, no coração dos antigos cristãos, quer os do Novo testamento, quer os da Igreja Antiga, estava a idéia de que Nosso Senhor elevou-Se ao trono divinal, assentando-Se à direita do Pai, Todo-Poderoso.

Até os tempos de Galileu Galilei, era convicção certa de que o mundo era feito em “andares”, em cujo topo estava o céu e, neste lugar acima de todos, estava o trono divino. Seria injusto, bem como intelectualmente desonesto, esperar que os antigos tivessem um conhecimento que Deus só permitiu ser conhecido muitos séculos depois. Por isso, desdenhar de uma fé que se fez segundo os conhecimentos daquela época é, no mínimo, bancar um tolo.

Assim, para nós, que afirmamos a fé do Credo, não seremos escusados, se continuarmos a acreditar que ainda existe um “lá em cima” e um “lá em baixo”. O conhecimento humano acumulado no tempo, feito de estudo e pesquisa, é uma dádiva divina que não se pode desprezar e muito menos negar.

Porém, como fica a afirmação de que Cristo “subiu” ao céu? Ora, permanece válida e verdadeira, ao entender-se o “céu” não como espaço físico, mas como lugar. Ao reafirmarmos que Ele “subiu aos céus”, confessamos: Ele venceu a morte, está vivo e assentou-se no trono, ao lado do Pai, no mais alto e sublime lugar. Ele subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai, de onde intercede por nós. Ele assentou-se como o grande Rei, o Governador, o Senhor. Ele foi mais do que assunto, Ele foi exaltado aos céus. Afirmar a ascensão é confessar o senhorio de Jesus Cristo.

Mas a fé afirma mais: antes de “subir” Ele “desceu”. Baixou no mais fundo para os que estavam aprisionados. Somente depois, “subiu”, levando cativo consigo o cativeiro. Não há ascensão sem abaixamento. A fé afirma que o Exaltado é o Humilhado. Ele desceu o mais baixo para ascender ao mais alto, levando com Ele todos os que foram abaixados e humilhados. Subir aos céus tem o sentido desta confissão sobre Nosso Senhor que, abaixando-Se elevou-nos.


Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes

segunda-feira, 16 de março de 2009

Parabéns São José do Rio Preto


BREVE HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO


Fundada em 19 de Março de 1852, sua história inicia-se com o desbravamento e a ocupação do solo do sertão paulista em meados do século 19. A partir de 1840, mineiros fixaram-se e deram início à exploração agrícola e a criação de animais domésticos.

Em 1852, Luiz Antônio da Silveira doou parte de suas terras ao seu santo protetor, São José, para que o patrimônio desse origem a uma cidade. A 19 de março de 1852, João Bernardino de Seixas Ribeiro (é o fundador de São José do Rio Preto), que já tinha construído uma casa de sapé nas terras do patrimônio, liderou os moradores das vizinhanças que ergueram um cruzeiro de madeira e edificaram uma pequena capela para as funções religiosas. Em 20 de março de 1855, o então Bairro de Araraquara foi elevado à categoria de Distrito de Paz e de Polícia.

Em 1867, o Visconde de Taunay, ao retornar da Guerra do Paraguai, pernoita no vilarejo e registra em seu diário o estado precário em que o mesmo se encontra. No dia 21 de março de 1879, quando fazia parte do município de Jaboticabal, a capela de São José é elevada à Freguesia.Em 19 de julho de 1894, São José do Rio Preto é desmembrada de Jaboticabal, transformando-se em Município, pela Lei n° 294. Era um imenso território, limitando-se nos rios Paraná, Grande, Tietê e Turvo, com mais de 26 mil km² de superfície.

Em 1904 (lei n° 903) é criada a comarca de Rio Preto. A partir de 1906 a cidade tem seu nome reduzido para Rio Preto. Somente em 1945 retoma o nome original de São José do Rio Preto. Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquarense (EFA), em 1912, a cidade assume o seu destino de pólo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido "Sertão de Avanhandava" e de irradiação de materiais vindos da capital.Foram três os líderes que se destacaram na criação do município: Pedro do Amaral Campos, João Bernardino de Seixas Ribeiro e Adolfo Guimarães Correia.

A origem do nome do município vem da junção do padroeiro da cidade, São José e do rio que corta o município, o Rio Preto. O primeiro prefeito, Luiz Francisco da Silva ( 27/11/1894 a 15/07/1895), à época Intendente, foi nomeado em 1894.


O Aniversário de São José do Rio Preto é comemorado em 19 de Março.

Fonte: PM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

terça-feira, 3 de março de 2009

Sobre o político cristão


Há homens que lutam um dia. E são bons.

Há homens que lutam muitos dias. E são melhores.

Há os que lutam anos. E são excelentes.

Mas há os que lutam toda a vida. E estes são os imprescindíveis.”

Bertold Brecht

Para você que não me conhece, caro leitor, eu carrego algumas inquietações referentes a fé cristã e a política. Devido ao alto conteúdo ético da mensagem do Reino de Deus, exposto nas páginas da Bíblia e por todos os contornos que a história do cristianismo nos ensina, continuamente me deparo a questionar a respeito do político cristão, ou melhor, do cristão que heroicamente se aventura na política. E quando falo política quero dizer aquela partidária, republicana, aquela que enche de melindres a qualquer um, especialmente ao público evangélico brasileiro.

Desgraçadamente, este público evangélico assimilou em suas origens a concepção de que cristianismo e politica não se encontram. A idéia principal é uma estranha dicotomia, duvidosa sobre todos os aspectos, do secular e do sagrado, um maniqueísmo místico do “nós cuidamos de nossa eternidade e não das coisas deste mundo”. Existem estudos teológicos e sociológicos contemporâneos que versam sobre esta questão, mas deixo para outra ocasião uma explanação mais ampla.

Ocorre que durante a história do cristianismo e especialmente do protestantismo, existiram figuras distintas que, ao invés de seguirem a maré vigente, de se tornarem clérigos ou ministros de igreja, ousaram oferecer suas vidas à causa do Reino de Deus, servindo-O enquanto serviam a todos por meio do cuidado dos assuntos da polis. Bravos homens como Johannes Althusius, William Wilberforce, Abraham Kuyper, Guilhaume Von Pristerer, John Adams, John Witterspoon, entre outros, que se dedicaram ao ofício político, sejam como teóricos ou pragmatas, entendendo que sua vocação era tão sagrada quanto a do ministro que se ergue dominicalmente no púlpito eclesiástico.

Olhando para o quadro brasileiro, não encontro nem um rastro de homens cristãos, evangélicos e protestantes, que se identifiquem como tais e se aventurem corajosamente na empreitada da política. Pessoas que se preparem para gerir aquilo que é público, que faz parte do mandato cultural para a humanidade, dos recursos da natureza, da consolidação de uma sociedade harmoniosa e justa. Conheço muita gente que sonha em ser advogado, médico ou empresário, mas jamais ouvi de alguém, “me preparo para servir ao povo do meu país como parlamentar ou como governador do meu estado”.

Ora, a que se deve este comportamento omisso? A que ponto chegamos - e falo como membro do grupo já citado - em que nos permitimos imiscuir-nos dos negócios públicos, deixando de ser a luz que brilha para iluminar as trevas de um mundo onde campeia a maldade, deixando de ser o sal que transforma não só o mais íntimo da alma, mas também a estrutura injusta e desarmoniosa da sociedade. Não. Não é da nossa pecha e do nosso mandato como cristãos deixarmos a vida comum, especialmente no contexto brasileiro, onde temos uma democracia deficiente e uma república federativa mal-elaborada.

Lembremos, como o semeador que um dia saiu a semear: o cristão deve encorajar-se a fazer uma nova política, seja utilizando as ferramentas da direita ou da esquerda, mas sempre com princípios do Reino de Deus, expressos claramente na Bíblia, na tradição e em uma mente sadia. Sim, o cristão deve sair para politizar!

Para a Glória de Deus.

+Gustavo Abadie

segunda-feira, 2 de março de 2009

PSIU!?! S I L Ê N C I O !!!

Para S. Beckett estamos condenados a falar ininterruptamente um discurso sem sentido, para fugir da inutilidade e da angústia, preenchendo o vazio da vida com ruídos. Como a mulher que tem muitos pássaros engaiolados em casa, a cantar ao mesmo tempo, não lhe permitindo nada ouvir em “Cem Anos de Solidão” de G. G. Marques. Por isso, os três desafortunados personagens de “Entre Quatro Paredes”, de J. P. Sartre, falam o tempo todo e não se entendem: estão destinados a falar e o destino deles é o inferno. O inferno é um indiscriminado e ruidoso encontro de sons sem sentido.

O que existe entre o som e o ouvir? O pensamento e a fala?... O silêncio! Mas a ele reservamos um curto momento que não nos permite ouvi-lo. Se o ouvíssemos e lhe déssemos tempo? O que ouviríamos? Não se está falando aqui da palavra caçada, da mordaça, do silêncio imposto. Isso seria a mutilação da palavra. Cortar a língua. Mudez. Censura. Violência conta a palavra. Fazer silêncio é diferente de ser silenciado.

O silêncio fala. É altissonante: Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos. Não há palavra, nem som algum, entretanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz (Sl. 19). Não foi isso que fizeram os amigos de Jó, ao verem a sua dor? Não é desta forma começa a liturgia celeste: houve silêncio no céu (Ap. 8).

Chegamos ao santuário e desejamos falar das dores, aflições, necessidades. Mas: O Senhor está no Seu santo templo: cale-se diante d’Ele toda a terra (Hc. 2.20). Fazer silêncio é oportunidade de sermos nós mesmos, reunindo os fragmentos do nosso ser diante do Altíssimo. Neste caso falar é calar e, de modo igual, calar é falar. Como o caipira de Pirapora no santuário: Como não sei rezar, só queria mostrar o meu olhar.

Calamos diante do Inefável, do Inaudito, do Impronunciável. Não no silêncio vazio, mas no esvaziar-se silenciosamente, pois Aquele que nem sequer podemos pronunciar o Nome assume a palavra. Este respeitoso silêncio remete-nos à paz, como diz Stº. Agostinho: Tu nos criaste para Ti e o nosso coração não descansa em paz senão silencia em Ti.

A Quaresma é um convite a fazer silêncio, a calar-se. É a busca de fazer como a Virgem Maria que guardava no silêncio do coração todas aquelas palavras (Lc 2.19). Como o carpinteiro José, marido de Maria, de quem não se tem uma só palavra dita nos Santos Evangelhos, mas de quem se tem o exemplo de firmeza, respeito e de quem aceita a Palavra Divina, mesmo que a mesma pareça absurda (Mt 1.19s).

A Quaresma é um convite a guardar silêncio, a calar-se. Não como Zacarias que, por descrer, saiu mudo do Templo (Lc 2.20). Pois a mudez é a palavra mutilada, caçada, que a incredulidade cortou. O silêncio que a Quaresma convida é o silêncio que faz a criança desmamada nos braçaos de sua mães (Sl 131.2). O silêncio de quem, satisfeito em sua necessidade, nada mais quer, por nada mais se agita, por nada mais se toma.

A Quaresma é um convite a guardar silêncio, a calar-se. Pois Aquele que assume a Palavra, quer nos falar: do caminho da cruz que assumiu por nós, da tentação que venceu por nós, da Sua vida que será dada para alimentar a nossa, da Sua morte que nos trás vida, da Sua fidelidade que vence a nossa infidelidade. Ele que nos falar que sabendo ser chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13.1).

A Quaresma é um convite a gaurdar silêncio, a calar-se, mas como não é mudez, é espaço de ser ouvido e acolhido, mesmo sendo pecadores, pela Graça e o Amor que estão em Deus, no rosto humano e bendito do Seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Roguemos a graça de guardar fielmente a Quaresma: Deus Todo-poderoso e Eterno, que nada odeias do que criaste, e perdoas os pecados dos arrependidos; cria em nós corações novos e contritos, para que, lamentando os nossos pecados e reconhecendo a nossa corrupção, obtenhamos de Ti, Deus misericordioso, perdão e perfeita remissão. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém! (LOC-b).

Ven.Arc.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes +

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

TEMPO DA QUARESMA

O Calendário Litúrgico da Igreja divide-se em dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. O centro destes dois ciclos maiores é a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo: no Natal, o Seu advento, nascimento, Sua gloriosa manifestação aos homens; na Páscoa o Seu padecimento, Seu caminho à Cruz, a nossa redenção e a ressurreição.


O Calendário Litúrgico foi sendo montado na história da Igreja: no início, o domingo como dia separado para o encontro do povo de Deus, visto que Jesus apareceu aos discípulos no primeiro dia da semana, depois a Páscoa, mais tarde o Natal. Neste domingo abrimos as comemorações do ciclo pascal do calendário, com a Quaresma. Esta celebração data, com certeza, do terceiro século da era cristã, porém, estudiosos apontam para o segundo século onde encontram traços de sua existência.


A Quaresma é o período de quarenta dias, que antecede à Páscoa. É um tempo de reflexão e preparo, diria mesmo um tempo de contrição e conversão, pois tradicionalmente tem sido um espaço usado para a preparação dos catecúmenos para o batismo. É um tempo de preparação para a fé no Senhor que venceu a morte e ressurgiu vitorioso. É oportunidade de refletir sobre a nossa caminhada cristã, de preparar o coração dos crentes para o mistério da fé no Senhor Ressurreto, encaminhar os aspirantes ao batismo (catecúmenos) nos passos da fé, os contritos por causa de seus pecados, à reconciliação com Deus.


Jesus passou quarenta dias sendo provado no deserto e, também, de modo semelhante, o povo de Deus passou quarenta anos sendo depurado para a entrada na terra da promissão. Elias, Moisés, também passaram uma quarentena de preparação para a missão. A exemplo destes heróis da fé e do objeto de nossa fé, Jesus, a Igreja também se prepara, nestes quarenta dias, para o evento central da nossa fé: A Ressurreição do Senhor Jesus! Evento que nos convoca à realização de nossa missão no mundo!


Ven.Arc.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Carpe Diem: As coisas antigas já passaram. (II Co. 5.17)

O professor de literatura retira seus alunos da sala. Em um corredor do colégio mostra-lhes fotos em alguns quadros. Pessoas que antes estudaram no mesmo lugar. Paradas, fixadas, imóveis sobre o papel. Todas estavam mortas. Ontem foram elas..., hoje somos nós. Esta foi a primeira lição de literatura: Carpe Diem. Colha o dia. Aproveite o dia. Ele passa. Aproveite o momento. Ele não volta. Aproveite o momento, pois ele é único. Não retorna, a sua beleza é incomparável, pois não se repete: antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço. (Ec. 12.6)

O tempo foge. Ele desvanece. Repete o salmista: tudo passa rapidamente e nós voamos (Sl. 90.10). Chega mesmo a imaginar que nós somos como um breve pensamento. O tempo compara-se às folhas do outono que vão caindo e dizendo: Tarde demais! Tarde demais! Como o entardecer a nos lembrar que o dia morre, a cores vão se desfazendo como se dissessem: Adeus! Obrigando-nos a contemplar do alto da montanha o abismo frente a frente. A solidão do abismo nos dá vertigem.

Neste lugar, neste momento, no entardecer, no outono do viver é que se destaca a sabedoria do Evangelho a nos lembrar: as coisas antigas já passaram. Passaram com as suas marcas. Passaram e não nos podem mais ditar o modo de viver. Passaram e não podem nos fazer, outra vez sofrer. Passaram e não voltam. Passaram, desvaneceram e eis que se fizeram coisas novas, diz Paulo.
Por isso, aproveite o dia. Aproveite o momento. Aproveite as coisas novas que Deus está fazendo. Não se prenda ao passado e suas dores. Não se prenda ao que não pode mais voltar. Ressoa a voz do profeta que diz: Já o tens ouvido; olha para tudo isto; porventura, não o admites? Desde agora te faço ouvir coisas novas e ocultas, que não conhecias (Isaías 48:6).
Aproveite as coisas novas de Deus em Cristo. Aproveite o dia. Sorva o momento. Ele é belo e incomparável. Por ser belo, desfaz-se, acaba. Viva este momento sem medo da vertigem. Contemple o entardecer, ele é lindo. Suba a montanha, pois a melhor vista é sempre no seu cume. Carpe diem.


Ven.Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O CORAÇÃO E O TESOURO

Tesouro, em qualquer língua, designa tanto as preciosidades quanto o local onde são as mesmas guardadas. Por isso fala-se do Tesouro do Templo (I Rs. 7.51), ou seja, o erário onde se guarda os valores arrecadados no mesmo. Os tesouros em prata e ouro, conquistados de outros povos em guerras, deveriam ser consagrados a Deus e guardados na sala do Tesouro. Por isso, os invasores, sempre saqueavam o Templo e, por várias vezes, roubaram os tesouros (Sisaque, rei do Egito, Rs.14.25-26).

Tesouros não valem mais do que uma boa consciência. Por isso, melhor a vida modesta, do que tesouros e uma mente perturbada (Pr. 15.16). Razão porque na casa do justo existe um tesouro impagável, mas na do perverso uma perturbação que não cessa (Pv.15.6). O melhor tesouro é o temor do Senhor (Is.33.6). Melhor, assim, ajuntar tesouros, não onde o ladrão escava e rouba, ou a traça rói ou corrói (Mt.6.19-20). Melhor do que ajuntar tesouros é ser rico para com Deus (Lc.12.21).

Este foi o motivo porque Lutero, em seu documento inicial e fundador da Reforma Protestante, a famosas “95 Teses”, perpetrou:
62: O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus;
63: Este tesouro, entretanto, é muito odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam últimos;
64: Em contrapartida, o tesouro das indulgências é com razão o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros;
65: Por esta razão os tesouros do Evangelho foram as redes com que outrora se pescavam os homens das riquezas;
66: Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que se pesca a riqueza dos homens.Destarte, não devemos nos descuidar com o coração. Ele é preciosa, mas, também, profundamente enganoso (Jr.17.9).

O que pode colocar este precioso bem em segurança é o tesouro do Evangelho da glória e da graça de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Por isso, colocar o coração naquilo que não corrói, que não pode ser roubado, que não se corrompe e nunca muda: a Palavra do nosso Deus e bendito Pai.




Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes†

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Notícia importante

BBC de Londres noticia estudo que confirma papel das novelas da TV Globo no aumento de divórcios no Brasil.

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo – cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90.
Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, "a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível" nas cidades do país.
Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local.

Instrução
Os resultados sugerem que essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas.
"O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo", afirmou Chong.
Os pesquisadores vão além e dizem que o impacto é comparável ao de um aumento em seis vezes no nível de instrução de uma mulher. A porcentagem de mulheres divorciadas cresce com a escolaridade.
O enredo das novelas freqüentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade.
Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.
Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um "caso interessante de estudo".
Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002.
"A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras", diz a pesquisa.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Igreja como Corpo de Cristo - Todos devem pregar!

Temos vivido tempos lindos e maravilhosos, tempos que muitos homens e mulheres gostariam de estar vivendo. A Igreja de Cristo tem crescido como nunca nestes últimos tempos. Nós como cristãos temos que entender que Deus está chamando pessoas para deixarem de ser simples criaturas, e serem realmente filhos e filhas de Deus. Deus está derramando fome e sede sobre toda terra, não fome de pão ou sede de água, mas sim "fome e sede de ouvirem as palavras do Senhor" (Amós 8.11).

A humanidade está em busca de algo mais forte no mundo espiritual e nós estamos rodeados de pessoas neste estado de busca e, muitas vezes, não estamos fazendo nada para ajudá-las, deixando de mostrar que há um Deus Todo Poderoso que resolve todos os problemas do ser humano. Nossa missão como cristãos (isto é, PARA TODOS), é pregar o Evangelho seja na escola, no trabalho, na família ou onde quer que formos. Devemos anunciar e testemunhar as virtudes Daquele que nos chamou das trevas para Sua Maravilhosa Luz (1 Pedro 2.9).

Temos que testemunhar as maravilhas que Deus realizou em nossa própria vida, pois muitos querem ver para crer. O apóstolo Paulo diz: "Pregue em tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.2) e mais, que "a Palavra de Deus nunca volta vazia" (Is 55.11). Não devemos nos preocupar muito com o que vamos falar, mas sim em testemunhar coisas que aconteceram em nossas vidas e o Espírito Santo nos dará palavras para completar o testemunho. Será um EVANGELISMO PESSOAL!

Temos que cumprir o "Ide..." de Jesus em Marcos 16.15-18 - Deus vai cobrar de nós todas as oportunidades que Ele nos deu e dá para pregar a uma pessoa necessitada. Nós temos que ser missionário (a) onde habitamos e por onde andamos. Jesus tinha um carisma especial, onde Ele passava a multidão o seguia, nós devemos ter este carisma também. A nossa responsabilidade é muito grande como discípulo e Igreja do Senhor, e será cobrada de cada um de nós.

"Quem está ligado na videira verdadeira este dá muitos frutos,
e frutos que permaneçam" (Jo 15.5).
Como parte do Corpo de Cristo, todos devem pregar!!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A FESTA DE BABETTE: UMA REFLEXÃO TEOLÓGICA


"Doze anos antes, Babette aparecera entre aquelas pessoas desprovidas de graça. Discípulas de Lutero ouviam sermões a respeito da graça quase todos os domingos e no restante da semana tentavam obter o favor de Deus com a sua piedade e renúncia. A graça veio a elas na forma de uma festa, a festa de Babette, uma refeição desperdiçando uma vida inteira sobre aqueles que não a haviam merecido, que mal possuíam a faculdade de recebê-la. A graça veio como sempre vem: livre de pagamento, sem cordas amarradas, como oferta da casa. (Philip Yancey, em Maravilhosa Graça)".

É interessante que em nossos dias de crescimento do "mundo evangélico" no Brasil se instala a pergunta:

Será que os irmãos vivenciam a Graça de Deus?

Ouvi de um irmão que me disse ter ido visitar outro irmão evangélico que estava doente e agora estava vivendo com sua irmã que cuidava dele. Segundo ele me contou que o irmão e a irmã faziam parte de uma igreja que ele não quis dizer o nome em respeito a ética, mas que somente ensina aos seus membros hábitos e costumes, leis , regras e normas. Quando ele chegou com seu filho ficaram pasmos: a casa estava totalmente suja, a cozinha no quintal, cachorro andando para todo os lados e que mais os surpreendeu foi que os dois estavam muito tristes, sem esperança, cansados e oprimidos por fardos pesados. Infelizmente temos visto muitos crentes, assim em São José do Rio Preto, que não estão vivenciando a Graça de Deus de forma plena.

Temos no filme A FESTA DE BABETE uma oportunidade de reflexão , pois a história se passa numa aldeia de crentes, isto é, "pessoas convertidas", puritanas, mas que ainda não tinham experimentado a Graça de Deus em suas vidas, o que só chegou através de uma festa de comunhão feita pela empregada das duas irmãs, iniciativa tomada por uma "estranha" que revelou a elas quão importantes são os pequenos prazeres da vida já que podem revelar a Graça a partir de uma simples refeição, reunindo pessoas em torno de uma mesa.

Que os irmãos possam assistir ao filme com a comunidade, acompanhado de uma pipocada desfrutando de um entretenimento, e que percebam neste filme a mensagem teológica da Graça de Deus, como colocado por Philip Yancey, em seu livro "Maravilhosa Graça".

Rev Fábio

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PROJETO SEMEANDO ESPERANÇA: UM GRANDE DESAFIO.


Os pontos missionários: “Deus conduz” e “Caritas” em São José do Rio Preto S/P desenvolvem juntos um trabalho pastoral muito importante para o Reino que se chama para Instituição Fundação Casa (antiga Febem) de capelania, todavia para nós “Projeto Semeando Esperança” que nasceu lá dentro ao encontro com a realidade, quando minha coordenadora pedagógica um dia me chamou e perguntou: se eu não gostaria de ser um capelão dentro da Febem; confesso que num primeiro momento fiquei com um pé atrás, pois achava que iria misturar as coisas, além do que era professor deles de História e Geografia e jamais tinha pensado que algo assim daria certo numa Instituição tão cheia de normas e leis, regras, etc... Contudo, resolvi aceitar o convite e convidei o meu amigo pastor Arild da igreja Luterana para ir comigo, quando começamos naquela noite inesquecível a cantar louvores a Deus e anunciar o Evangelho da Salvação presenciei algo que jamais irei esquecer na minha vida: os adolescentes clamavam a Deus, alguns caíram de joelhos orando com muita fé, outros seus olhos encheram de lágrimas.

Dessa experiência anterior tão forte com esse segmento social acabei mudando definitivamente o meu conceito desses adolescentes que, infelizmente são vistos apenas como marginais pela sociedade algo que se deve evitar que não tem amor e compaixão e muito menos que cultivam uma espiritualidade. Depois de quatro anos trabalhando com esses jovens como professor fui obrigado esse ano de 2009 a deixa-los, isto é, não serei mais professor deles, pois tomei posse do meu cargo público como educador efetivo em outra escola, no entanto, continuarei com eles na capelania toda sexta-feira à noite e agora praticamente à frente desse projeto já que os irmãos luteranos talvez terão que deixar para assumir um outro trabalho pastoral.

Que esse projeto: Semeando Esperança que tem como finalidade o compromisso com o anúncio do evangelho para esse setor tão excluído da sociedade possa também dentro das possibilidades encaminhá-los a centros de profissionalização, empregos, e casa de recuperação para ex-usuários e dependentes de drogas.

Que esse projeto seja um referencial de luta pela vida para todo o nosso Arcediagado Sul-Sudeste que tem a vocação de ser a voz profética diante de toda estruturas injusta inserida em nossa sociedade como afirma o documento de nossa confessionalidade:

a) Proclamar as Boas Novas do Reino;

b) Ensinar, batizar e instruir os novos crentes;

c)Responder às necessidades humanas, por serviço em amor;

d) Procurar transformar as estruturas injustas da sociedade;

e) Defender a vida e a dignidade da criação.

Rev Fábio.

No que os anglicanos acreditam

O seguinte “Quadrilátero” foi adotado na Conferência de Lambeth de 1888. Ele foi baseado na declaração da Câmara dos Bispos da Igreja Episcopal Protestante emitido em Chicago em 1886.

Conferência de Lambeth de 1888, Resolução 11

Que, na opinião desta Conferência, os seguintes Artigos provêm o fundamento pelo qual a reconciliação pode ser, pela bênção de Deus, obtida mediante uma Reunião Doméstica:

1. As Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, como “contendo todas as coisas necessárias para a salvação”, e como sendo a regra e o padrão final de fé.

2. O Credo dos Apóstolos, como o Símbolo Batismal, e o Credo Niceno, como suficiente declaração da fé Cristã.

3. Os dois Sacramentos ordenados pelo próprio Cristo – o Batismo e a Ceia do Senhor – administrados pelo uso regular das palavras de Cristo que os instituiu e dos elementos por Ele ordenados.

4. O Episcopado Histórico, adaptado localmente nos métodos de sua administração para as variadas necessidades das nações e povos chamados por Deus na Unidade de Sua Igreja.

fonte: Diocese do Recife

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sermão do 3º Domingo após a Epifania

O que é Conversão?
Jonas 3:1-5,10, Salmo 62:5-12; I Co 7:29-31; Mc 1:14-20

Uma palavra já muito desgastada pelo seu uso é CONVERSÃO. Quando pensamos no significado real que possui, no entanto, percebemos que esta é a maior das necessidades dos homens e mulheres.
Alguns pensam na Conversão como a mudança de hábitos. Mas muitos mudam os seus hábitos e continuam com a mesma disposição em seus corações.
Outros pensam na Conversão como uma mudança de denominação. Mas a simples mudança de uma placa para outra placa também não muda o coração.
Então, o que Conversão?
Na auto-escola aprendemos o que significa esta palavra. Conversão significa mudança de rumo, mudança de direção.
No mundo da fé, Conversão é a resposta que damos ao chamado de Jesus Cristo para vivermos o Evangelho de modo radical.
Cristo convida todos os homens para uma vida nova, uma vida em plenitude. Vivemos num mundo onde as pessoas são escravas de vícios, de valores deturpados, de sistema que escravizam e oprimem. Vivemos no mundo em que o “Deus mercado” domina as pessoas. Vivemos num mundo de valores egoístas e egocêntricos, um mundo sem Deus. Por isso é preciso conversão.
A Conversão sempre começa com um chamado, um apelo de Deus aos homens para que deixem os seus maus caminhos e sigam o alto e sublime caminho da Graça. Todo relacionamento entre Deus e os homens começa por Deus e em Deus, porque faz parte de sua natureza o querer relacionar-se, por Deus é Amor.
A Conversão também começa com uma atitude de nossa parte, um desejo por mudança. Nossa resposta ao chamado de Deus, nosso sim ao seu convite, deve ser de tal forma aberto e profundo,que Ele comece, pelo seu Espírito Santo a transformar o nosso coração. Nosso sim deve ser sem reservas: deixarmos para trás aquilo que nos satisfaz para fazermos aquilo que satisfaz a Deus, e isso continuamente. A isso a Igreja chama de Caminho da Santidade.
Portanto, a Conversão é um caminho contínuo, diário. Hoje devo ser melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje e assim sucessivamente. Os textos que lemos nos mostram exatamente isso.
A missão de Jesus em anunciar ao mundo um chamado de Conversão é co-responsabilidade nossa. Quando chamou Jonas, o Senhor disse: “Dispõe-te...vai...proclama...” (v.2). A resposta de Jonas foi imediata. Lembremo-nos que jonas quis fugir do Senhor, mas não tinha jeito: ele precisava ir a Nínive. Muitas vezes queremos fugir da nossa responsabilidade de pregadores do Evangelho, mas precisamos ir a Ribeirão Preto.
O trabalho de Jonas não seria nada fácil, percorrer a grande cidade levaria três dias! E já no primeiro dia veio o resultado. Nós muitas vezes não fazemos aquilo o que deus deseja de nós porque somos fracos em nossa fé, porque ficamos esperando os resultados e não simplesmente obedecendo ao imperativo do Senhor.
Ouça a seguinte história, narrada em No Cenáculo do dia 22/01/2009: Ouvi meu filho Roshan, dez anos, falar com nosso motorista. Roshan estava preocupado por vê-lo sentado no carro, ouvindo música, durante o culto de domingo de manhã. O motorista, não cristão, esperava para poder nos levar para casa, após o culto. Meu filho disse que ele poderia entrar e esperar sentado dentro da igreja, porque poderia ouvir boa música e boa mensagem. Roshan assegurou-lhe de que não seria forçado a tornar-se cristão apenas por estar dentro da igreja. Às vezes, os adultos precisam aprender com as crianças. Cristo quer que sejamos como elas porque "Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele", Lucas 18.17. Muitas vezes, quis convidar o motorista para assistir ao culto, mas não o fiz. Talvez não tenha falado por receio de que ele pensasse que estava pressionando-o, mas meu filho não teve esse receio. Ele não só convidou-o a entrar na igreja, como também sentou-se ao seu lado durante o culto e explicou-lhe o que estava acontecendo. Não fazemos nós o mesmo, ou seja, deixamos outros fazer aquilo para o que fomos chamados?
Os primeiros apóstolos foram chamados: Pedro e André, Tiago e João. O Evagelho diz que eles imediatamente ouviram o apelo do Senhor. Temos feito o mesmo?
O que é importante demais em sua vida que tem impedido você de seguir e de obedecer ao Senhor fielmente?
O que é mais importante para você? O que verdadeiramente lhe dá segurança: seu dinheiro, seu emprego, sua família ou Deus?
Muitas vezes nos apegamos a coisas que são absolutamente secundárias. O jogador Kaká, da seleção brasileira, deu ao mundo esta semana uma lição: o mais importante não é a oferta que me fazem, mas o quanto essa oferta interferirá na felicidade de minha família.
Precisamos de Conversão! De mudança de valores mundanos para os valores do Reino de Deus. Deus está à nossa espera. Amém.

O que significa ser anglicano?

Ser Anglicano significa...

1. Ser parte da Igreja de Cristo, sem excluir ou isolar-se de outros cristãos, participando da vida do povo de Deus, com suas alegrias e tristezas.
2. Pertencer a uma comunidade onde cada pessoa é respeitada em sua individualidade e pode utilizar os seus talentos.
3. Apresentar uma teologia baseada nas Escrituras Sagradas e na Tradição, coerente com a inteligência e com a razão.
4. Estar disposto a celebrar a unidade na diversidade.
5. Considerar com serenidade as Escrituras Sagradas, sem crer que cada passagem deva ser interpretada literalmente.
6. Preferir a liberdade em Cristo, mais que a uniformidade de opiniões.
7. Sentir devoção e reverência pelos Sacramentos, sem tentar definir cada ponto desses grandes mistérios.
8. Conceber o ministério como dever e privilégio de todos os batizados.
9. Insistir na moralidade (aquilo que é bom, edifica) e evitar o moralismo (que define a salvação decorrente de uma conduta e não pela obra de Cristo).
10. Participar da herança apostólica, a fé no Evangelho de Cristo.
11. Ser parte de uma história antiga e sagrada, que se renova a cada dia.
12. Crer que a Igreja é de todos e que todos têm o privilégio de sustentá-la segundo a possibilidade de cada um.
13. Participar da administração e do governo da Igreja segundo a ordem estabelecida.
14. Pertencer a uma família internacional, intercultural e inter-racial que, por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último rincão da terra.

O ARCEDIAGADO SUL-SUDESTE

A Diocese do Recife, reunida em Jaboatão dos Guararapes, em seu XXVIII Concílio Diocesano, dentre as suas muitas deliberações, resolveu criar o Arcediagado Sul/Sudeste. Por suas características extraterritoriais, marca este ato a expansão da Diocese do Recife para outras regiões do país, em atendimento às diferentes solicitações de comunidades e ministros, desejosos de viver na comunhão de nossa Igreja e em sua expressão ortodoxa.

Como tal, somos uma sub-região eclesiástica na busca de cooperação, integração e desenvolvimento da ação missionária de todas as comunidades da Diocese do Recife na região sul e sudeste do território nacional. Para tanto, buscamos as diretrizes conciliares, do Conselho Diocesano, sob a supervisão e orientação do Dispo Diocesano, em harmonia com os demais arcediagados da Diocese bem como o Secretariado Diocesano.

No espaço da Comunhão Anglicana são abertos 400 novos Pontos Missionários por semana e 8.000 pessoas se convertem a Cristo diariamente em uma comunidade anglicana. No ano passado [2006] 20 novas Dioceses foram criadas na Nigéria. O evangelismo é o primeiro item das ‘avenidas de missão’ de Lambeth, e a tarefa prioritária da Igreja, seguida da doutrina, da comunhão, do serviço e do profetismo.” Assim, seguindo esta observação do Revm.º Bispo Diocesano, Dom †Robinson Cavalcanti, este primeiro momento dará ênfase e atenção ao evangelismo, à doutrina, à comunhão e ao serviço.

O Arcediagado Sul/Sudeste é composto por 7 Estados da Federação (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo na região sudeste; e, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na região sul), com seus 2.856 municípios:

Sudeste: 1.668 municípios (Espírito Santo - 78 municípios, Minas Gerais - 853 municípios, Rio de Janeiro - 92 municípios e São Paulo - 645 municípios); Área total do Sudeste: 927,286 km2.

Sul: 1.188 municípios (Paraná 399 - municípios, Santa Catarina - 293 municípios e Rio Grande do Sul - 496 municípios); Área total do Sul: 575,316 km2.

Área Total Sul/Sudeste: 1.502,602 km2, representando 17,45% do território nacional.

Cumulando mais da metade dos municípios brasileiros em um espaço de 17,45 % do território pátrio, as duas regiões (Sul e Sudeste) têm a maior concentração demográfica do país, assim distribuída:

Sul:
Paraná – 10.284.503 habitantes;
Stª Catarina – 5.866.252 habitantes;
R.G. do Sul – 10.582.840 habitantes;
Total: 26.733.595 habitantes na região sul.

Sudeste:
E. Santo – 3.351.669 habitantes;
Minas – 19.273.506 habitantes;
Rio – 15.420.375 habitantes;
S. Paulo – 39.827.570 habitantes;
Total: 77.873.120 habitantes na região sudeste;

Total Geral: 104.606.715 habitantes, correspondendo a 57,9 % da população nacional que é de 183.987.291 habitantes.

E nós estamos assim distribuídos neste vasto território



Somos pequenos, mas com um grande desafio e desejamos "expandir a nossa tenda".


Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes